terça-feira, 6 de setembro de 2011

Capítulo 12

Elizabeth

Entrei para o meu quarto aliviada por o Brandon estar bem, mas sem totalmente acreditar que fui eu que tinha-o curado.
Olhei para o resto da roupa que tinha.
Precisava de buscar roupa a casa ou então comprar nova.
Quando eu descesse a Aby iria ouvir uma das boas, trouxe-me um top, uma saia e umas calças de ganga, aquilo era mesmo a gozar comigo.
Optei pelo top e pela saia, arranjei o cabelo e olhei para o espelho. Tirando a saia tudo estava bom. Desci as escadas a correr, feliz, sem saber porque.
Cheguei a sala. A Aby olhou para mim, e sem se conseguir conter riu-se. A sério, vou matar essa miúda.
O Brandon e o Nigel olharam para trás, a Aby abriu a boca para dizer qualquer coisa, mas eu interrompi-a.
-Olá! – disse entusiasticamente.
-Olá – disse o Nigel.
-Olá – estás bonita – diz o Brandon sorrindo.
A Aby, nem se preocupou em esconder o sorriso.
-Está mesmo bonita. Gostas da saia?
Suspirei, abri a boca, mas depois fechei-a. Tinha que contar até dez, antes que me saísse um disparate qualquer. Avancei para o sofá, e imitei com os lábios a frase: “vou te matar”. Ela sorriu ainda mais. Quando me sentei ao pé dela, disse-me baixinho:
-Pensas tu!
Queria matá-la naquele preciso momento, ela sabe tão bem que eu odeio saias.
-Conta-me como curaste o Brandon. – Exigiu o Nigel .
- Oh, não sei. Eu tive um sonho esquisito, depois levantei-me, fui até ele, fechei os olhos e quando abri-os, ele estava bem. – Disse, olhando para o Brandon.
A Aby encostou-se a mim e disse ao meu ouvido, enquanto o Nigel analisava as minhas palavras.
-Abri os olhos e ele estava bem. Fizeste-me rir. Quando abriste os olhos, a tua boca foi ao encontro da dele…
-Aby! Chega, se faz favor. – Disse.
-Que sonho é que tiveste? – Perguntou-me o Brandon.
-Esquisito. Vi um mundo lindo, depois vi-o duas vezes a beira da destruição. Havia primeiro dragões, depois uma mulher e um homem que pelos vistos governavam aquele mundo, nos pulsos eles tinham esta tatuagem – mostrei o meu pulso direito, o Nigel passou o dedo por ela.
-É bonita – comentou – e que mais aconteceu?
- Nada de mais, nove pessoas a volta da mulher e do homem, um lindo tigre branco e eles também tinham outra tatuagem, que ia das costas até mais menos aos ombros, pareceu-me um tigre, pelo menos nos ombros, as garras é que eram tatuadas.
- Hum, estranho, mesmo muito estranho. – Foi só?
- Sim, depois eu acordei e senti uma energia dentro de mim esquisita, mas também ouve outra coisa, quando estava no processo de curar o Brandon a minha tatuagem de dragão brilhou. O que foi verdadeiramente bizarro – sorrio.
-Oh, claro que foi, quem me dera em vez de transformar-me em lobo, ter dons mágicos e uma tatuagem linda. – Interrompe-nos a Aby, com um brilho sonhador nos olhos.
Essa rapariga é única.
-Mesmo – comento.
- E quem eram as tais nove pessoas que viste a volta dos governadores? – Pergunta-me outra vez o Nigel.
- Não sei – respondo sincera – pelo que vi eram tipo guerreiros, acho que não eram só rapazes, também havia raparigas, não consegui distinguir muito bem, a vista era turva, como se aquilo fosse mais uma visão de um passado, do que um sonho.
- Hum, tou a ver – murmura o Nigel.
-Essa cena toda de dons mágicos e tatuagens e isso é fixe, mas eu também quero divertir-me um pouco, preciso de renovar um bocadinho o meu armário, preciso de ir a minha casa buscar uma coisas… - diz a Aby sem parar.
-Resumindo e concluindo, a nossa querida Aby, precisa de uma dose de shoopping urgentemente, se não a rapariga ainda vai ter um ataque cardíaco. – Rio-me.
-Os lobos não tem ataques cardíacos – resmunga.
-Não? Olha que eu não sei. – gozo com ela.
Ela levanta-se pega-me no pulso e puxa-me.
-Vá anda lá, chega de se rirem da minha cara, quero mesmo divertir-me um pouco. Nigel, Brandon, vão connosco?
- Hum, acho que não. O Brandon ainda precisa de descansar.
Ele sorri.
-Pois.
-Hum, está bem, então vamos só nós as duas, o que é bom.
-Porque? - Perguntam os rapazes ao mesmo tempo.
-Isso não digo – diz ela, fazendo um ar provocante -  Talvez esta noite não aparecemos, ou melhor aparecemos, mas mais tarde – acaba ela, virando-lhes costas e puxando-me para fora.
- Não vamos chegar esta noite? – repito espantada – Que vamos fazer então?
- Então deixa-me cá ver, vamos ao shoopping, depois a praia, depois talvez a um nightclub, para divertirmo-nos.
-Nightclub? Neste tempo? Alguém anda a tua procura, e tu ainda pensas em divertir-te?
-Sim, e tu vais divertir-te também. Para além de mais, vais ter de me contar o que aconteceu entre ti e o Brandon, neste período tão curto, que passou de uma amizade a algo mais – diz ela, num tom de troça.
- Hum, queres divertir-te? Então vamos! – digo e corro para o carro. Não lhe queria dar explicações sobre o que tinha sucedido. Quer dizer, beijámo-nos, não foi nada de mais, além disso, nem sequer sei se ele gosta de mim.
Agora os assuntos da minha vida pessoal, não interessam muito. Queria saber, porque tenho aquela tatuagem, pode ser bonita e tudo o mais, mas é tão diferente…se eram sete dragões, porque são nove guerreiros, e um tigre? Nada tem uma explicação racional. Enquanto observava as lindas paisagens do Los Angels, ia pensando.
A minha vida já não era normal, e algo dentro de mim me dizia, que nunca voltará a ser. Sempre tinha procurado por aquilo, aventura, coisas irracionais e totalmente sem lógica, mas agora que estavam totalmente a minha disposição, não as queria.
Aliás, hoje era um dia em que me apetecia ficar na cama e não sair de lá. Mas não, ia sofrer com roupa praia e bebidas alcoólicas que me esperavam a noite. A Aby ama festas, é sempre a alma delas, já eu não gosto assim tanto, só vou porque ela insiste, se não, nem sequer saia da casa. Quando chegamos ao enorme centro comercial, a Aby estacionou o sei lindo porshe no parque de estacionamento, saímos do carro.
-Oh, meu lindo, cá vamos nós! – Disse ela, agarrando-me no pulso e correndo para a entrada.
Oh meu deus, a tortura ia começar. 
Porque não fiquei em casa?

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